Apenas a um passo de infinitas coisas,
Me pergunto se ao menos serei capaz de levantar o pé por uma que seja.
Talvez uma ancora sobre mim não seja necessário nesse momento.
Por mais medo que possa ter ou por mais que eu possa me sentir sozinha em meio a tantas coisas,
Não há o que pensar; só caminhos a se seguir.
Não há tempo parar dor, não há tempo parar revolta, não há tempo pra me indignar.
Não há tempo pra refletir. Não há tempo pra perdoar.
Não há tempo pra odiar.
E agradeço pelo último porque o ódio é um sentimento infernal que te tira a paz, que transforma o belo em uma grande lastima.
Tantos sonhos, tantos objetivos, tantas escolhas, tantos caminhos, tantas obrigações, de ser, de fazer, de ter.
Queria por um momento que nenhum desses fúteis valores da sociedade existissem, aí sim eu faria o que eu quero.
Porém, desejar não quer dizer que isso tem sentido, porque não tem.
Quanto mais acordo pra realidade, mas me pergunto se existe algo verdadeiro nesse mundo.
Porém, posso garantir uma coisa e essa é verídica:
Por mais que todo o restante do mundo faça o contrário, estou aqui pra provar que o amor de verdade existe, aquele que não fere, aquele que não magoa, aquele que não prende, aquele que não exige, aquele que não trai, aquele que não usa, aquele que não maltrata, aquele que faz evoluir, aquele que constroí, aquele que acrescenta, e mais do que isso, aquele que pra muitos é utópico.
Só resta agora achar alguém que dê valor a tudo isso.
Não construirei mais castelos com areia.
Talvez seja a forma errada de se viver, mas não vou ficar perdendo o meu chão toda vez que a maldade do ser humano vier ao meu encontro.
Por fim, decidi não mais reclamar, não mais ver o lado negativo e triste da vida.
Optei pelo silêncio nesses momentos.
Além de ser melhor, ele evita que eu contamine as pessoas com a minha opinião, negativa as vezes.
Ele tira o peso de ter que dizer algo, de ter que fazer algo, até mesmo de ter alguma reação.
Lágrimas sempre cairão por vários motivos. Só que daqui pra frente decidirei pelo o que chorar.
A minha santa mania de começar de uma forma e terminar de outra me irrita.
Sempre fujo dos meus objetivos.
E quando paro pra ver todas essas responsabilidades, todas essas obrigações, foi eu que acabei pegando sem perceber pra mim.
Pior do que ser suporte, é não ter suporte, não sei o que faço, porque no meu caso os dois fazem parte da minha realidade.
Toda a bondade oferecida, todos os atos mais singelos de tornar minha vida melhor, pra mim não fazem sentido.
Não mereço nada disso. (talvez seja porque mentalmente criei a imagem de que era eu que estaria lá dando apoio a tudo e a todos)
Minha gratidão não é algo tão digna de ser dar em troca.
Oportunidade de vida nova.
Pena que não é a vida nova que eu planejei.
Por esse motivo me sinto menos digna ainda.
Porque dinheiro e tempo sempre acabam sendo o transtorno de tudo?
Eu sou um grande enigma, tão grande que vocês jamais compreenderão.
A não ser que façam um raio-x completo.
Porque até mesmo nem o coitado do João me entende muitas vezes.
Talvez se eu parar de pensar, todos os problemas se irão. Todos eles.
É uma pena que eu não vou parar de evoluir pra conseguir isso.
Porque não pensar é burrice.
Eu só sei que não estou pronta. Não estou pronta pra muitas coisas.
Algumas a gente pode esperar, outras não.
O que eu faço com as outras?
Nesse momento eu só queria ter alguém que me dize-se que tudo vai ficar bem.
E que me fize-se acreditar nisso. Que estivesse lá.
Mas isso não será hoje.
Ainda me pergunto se ao menos serei capaz de levantar o pé por uma coisa que seja.
Apenas a um passo...
De infinitas coisas.
-É tão triste que eu tenha repugnância de todas as pessoas e de todas as suas palavras, de todas as suas verdades, de todas as suas mentiras, de todos os seus sorrisos, de todas as lágrimas que derrubam.
Porque não consigo mais acreditar em mais nada que eu não tenho como comprovar. Só escuto, concordo, descarto...


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