Enquanto minha saúde se fragiliza,
Olho ao redor e eu vejo que a doença aqui é mental.
Talvez a solução seja uma que ouvi:
Ficar longe de tudo pra que depois eu tenha tudo intacto novamente.
Porque nesse momento eu não sou a pessoa ideal pra estar perto de ninguém.
E elas tiveram esperando prontamente pelo tempo que fosse necessário pra me ver voltar.
No final elas sabiam que elas era tudo o que eu tinha.
Fingindo que minha vida não caia em pedaços, era tão real.
Mesmo sabendo que era mentira.
E elas sorriam o ver todas as vezes que eu me sentia perdida.
Sabiam que ainda não era a hora, e tinham toda a paciência do mundo pra esperar.
Eu movia meu corpo a continuar, o levava em exaustão só para não ter que pensar.
Me cercava de pessoas como proteção contra eu mesma.
Analisava o mundo só pra não ter que olhar pra dentro.
Nada pode curar uma alma afetada, um coração caído.
E eu acreditei que podia.
Me julguei tão madura, sendo a pessoa mais inocente do mundo.
Então as minhas palavras não saiam da forma como era pra ser.
Afetava todos ao meu redor e por fim voltava-se contra mim, me afetando mais do que a todos.
Eu já não conseguia mais me expressar e falhava ao tentar.
Tantas coisas banais acabavam por fim dar a intenção de magnífica, porém não passavam de apenas um comentário.
Ninguém acreditava nisso.
E elas já me imploravam pra eu voltar, pro meu próprio bem.
E eu ainda lutava, sem saber que a luta era em vão.
Com todas as forças eu lutava, porém minha luta se transformava em ignorância contra todos.
O meu desespero era tão grande diante disso.
Eu tentava salvar todos ao meu redor, mas não conseguia me salvar.
Não via que a única a ser salva era eu.
Até que prontamente me calei.
A melhor resposta, o melhor remédio a tudo.
O silêncio não provocaria mais desastres.
Mas por quê?
Elas sabiam que eu não passava de um pequeno fio, fino e frágil, tentando ser um cabo de aço.
Então as aceitei.
O silêncio, a solidão e a tristeza.
Pelo menos, nada mais se quebraria.
Eu não seria mais a destruidora.
Tudo aquilo que eu achava que tinha deixado pra trás, que tinha conseguido superar,
Veio a mim como um doce e suave abraço.
No final eu pertencia a elas.
Por mais que eu teime a querer fazer de outra forma, a ser, a pertencer.
Não!
Não pode.
Não!
Não é!
Então aceito isso, como já aceitei inúmeras outras coisas dolorosas, que já me doeram de uma maneira infernal.
Aceito sem reclamar.
Aceito sem contestar.
Aceito só por ainda respirar.
No final eu sei que é melhor assim.
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Os deixo com a minha solidão, até o momento em que eu possa me reeguer.
E fazer tudo diferente.
Até lá, serei como uma das inúmeras músicas do Evanescence.

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