Hunger - Florence + The Machine
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"Observar"
Não é apenas a palavra da vez, como tantas coisas já foram.
É uma palavra chave, talvez o segredo para muitos, se não todos os nossos problemas.
Confesso, fazer isso não é fácil.
É mais simples viver sem pensar, sem evoluir, pois quando observamos de verdade podemos encontrar a realidade e não, ela não é doce, não é sútil, não é gentil.
Ela simplesmente é.
A capacidade de observar é um dom, pois é necessário compreender que o que é gerado desse ato é a verdade simplória, sem bem, sem mal, sem nenhuma intenção.
Onde se encontra o problema então?
Quando a informação se transforma em conhecimento, quando damos uma vida ao que captamos.
É aí que a tormenta se inicia.
É onde o que sabemos nos afeta.
Por isso não é fácil, observar, apenas observar...
Analisarmos as informações do jeito que elas são, sem sentir raiva, revolta, rancor ou qualquer outro sentimento, bom ou mau.
Com nossa humanidade, contaminamos tudo.
Temos nossas expectativas, todos esses conceitos empurrados para nós de certo, errado, de como as coisas são ou deveriam ser.
O que nos faz questionar, o que me faz questionar, que diante desse inferno imposto, dessa ditadura na qual vivemos deve ter um propósito tudo isso.
Felicidade... Um sonho tão tolo quanto fada madrinha.
Nós não nascemos da felicidade muito menos para a felicidade.
Quanto mais cedo aceitarmos isso melhor será.
Não há como destruir tantas coisas ruins que nos rodeiam.
Ou se é muito tolo para acreditar nisso ou muito egocêntrico.
Nosso propósito está muito além disso.
Essas coisas infantis que recebemos como oferendas como:
Carreira promissora, vida exemplar, estudar com honras, casa, filhos, família, prestígio social, amor, felicidade.
São oferendas, apenas isso.
Coisas criadas para cultivarmos o vazio que existe dentro de nós,
Para preenche-lo com qualquer outra coisa que nos agrade.
Ao invés de pensarmos, apenas aceitamos, escolhemos.
E somos escravos, de todas as formas.
Das quais dizemos que não somos, das quais nem sabemos que somos.
Observar...
Qual o propósito disso se não for para encontrar a verdade?
Quanto mais sabemos, mais nos distanciamos da realidade.
Mas a realidade tem tanta importância assim?
Para mim ela parece muito frívola e insignificante.
Assim como as pessoas que vivem nela.
Me sinto destinada a muito mais do que tenho,
É talvez por isso que eu me sinto tão vazia com a minha realidade insignificante.
O amor não significa muita coisa quando ele não modifica nada.
Talvez o "sono eterno" não seja assim tão ruim...
Talvez ele seja um despertar.
Tempos misteriosos, assuntos diversos.
Saber o que observar, como observar.
A realidade está ofuscada de tantas formas que talvez no fim não tenha nenhum valor procurar um sentido nisso tudo.
Lutamos diariamente contra nós mesmos,
Mas em nenhum momento questionamos sobre quem fez isso com a gente.
Sobre quem nos colocou contra nós mesmos, ao ponto de criarmos a capacidade de nos auto-destruir.
Quem foi que nos dividiu em dois ou em mais?
Coisas supérfluas, de nada valem para mim.
Elas se comparam com atitudes descabidas e desesperadas dos seres humanos.
Qual a necessidade? Qual é o objetivo?
Sempre devemos nos questionar, encontrar a verdade e então observar.
Observar sem envolver nossos sentimentos que apenas ofuscam.
Tantas justificativas, objetivos...
No fim são apenas desculpas para saciarmos algum sentimento nosso.
Geralmente medíocre.
No fim, apenas uma certeza eu tenho, a mesma de Sócrates:
"Só sei que nada sei, e o fato de saber isso, me coloca em vantagem
sobre aqueles que acham que sabem alguma coisa."
Mysterious Times
"Observar"
Não é apenas a palavra da vez, como tantas coisas já foram.
É uma palavra chave, talvez o segredo para muitos, se não todos os nossos problemas.
Confesso, fazer isso não é fácil.
É mais simples viver sem pensar, sem evoluir, pois quando observamos de verdade podemos encontrar a realidade e não, ela não é doce, não é sútil, não é gentil.
Ela simplesmente é.
A capacidade de observar é um dom, pois é necessário compreender que o que é gerado desse ato é a verdade simplória, sem bem, sem mal, sem nenhuma intenção.
Onde se encontra o problema então?
Quando a informação se transforma em conhecimento, quando damos uma vida ao que captamos.
É aí que a tormenta se inicia.
É onde o que sabemos nos afeta.
Por isso não é fácil, observar, apenas observar...
Analisarmos as informações do jeito que elas são, sem sentir raiva, revolta, rancor ou qualquer outro sentimento, bom ou mau.
Com nossa humanidade, contaminamos tudo.
Temos nossas expectativas, todos esses conceitos empurrados para nós de certo, errado, de como as coisas são ou deveriam ser.
O que nos faz questionar, o que me faz questionar, que diante desse inferno imposto, dessa ditadura na qual vivemos deve ter um propósito tudo isso.
Felicidade... Um sonho tão tolo quanto fada madrinha.
Nós não nascemos da felicidade muito menos para a felicidade.
Quanto mais cedo aceitarmos isso melhor será.
Não há como destruir tantas coisas ruins que nos rodeiam.
Ou se é muito tolo para acreditar nisso ou muito egocêntrico.
Nosso propósito está muito além disso.
Essas coisas infantis que recebemos como oferendas como:
Carreira promissora, vida exemplar, estudar com honras, casa, filhos, família, prestígio social, amor, felicidade.
São oferendas, apenas isso.
Coisas criadas para cultivarmos o vazio que existe dentro de nós,
Para preenche-lo com qualquer outra coisa que nos agrade.
Ao invés de pensarmos, apenas aceitamos, escolhemos.
E somos escravos, de todas as formas.
Das quais dizemos que não somos, das quais nem sabemos que somos.
Observar...
Qual o propósito disso se não for para encontrar a verdade?
Quanto mais sabemos, mais nos distanciamos da realidade.
Mas a realidade tem tanta importância assim?
Para mim ela parece muito frívola e insignificante.
Assim como as pessoas que vivem nela.
Me sinto destinada a muito mais do que tenho,
É talvez por isso que eu me sinto tão vazia com a minha realidade insignificante.
O amor não significa muita coisa quando ele não modifica nada.
Talvez o "sono eterno" não seja assim tão ruim...
Talvez ele seja um despertar.
Tempos misteriosos, assuntos diversos.
Saber o que observar, como observar.
A realidade está ofuscada de tantas formas que talvez no fim não tenha nenhum valor procurar um sentido nisso tudo.
Lutamos diariamente contra nós mesmos,
Mas em nenhum momento questionamos sobre quem fez isso com a gente.
Sobre quem nos colocou contra nós mesmos, ao ponto de criarmos a capacidade de nos auto-destruir.
Quem foi que nos dividiu em dois ou em mais?
Coisas supérfluas, de nada valem para mim.
Elas se comparam com atitudes descabidas e desesperadas dos seres humanos.
Qual a necessidade? Qual é o objetivo?
Sempre devemos nos questionar, encontrar a verdade e então observar.
Observar sem envolver nossos sentimentos que apenas ofuscam.
Tantas justificativas, objetivos...
No fim são apenas desculpas para saciarmos algum sentimento nosso.
Geralmente medíocre.
No fim, apenas uma certeza eu tenho, a mesma de Sócrates:
"Só sei que nada sei, e o fato de saber isso, me coloca em vantagem
sobre aqueles que acham que sabem alguma coisa."
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