Hunger - Florence + The Machine

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The Psychopathic Mind

E mais uma vez caminhei...
Vaguei em direção ao desconhecido sem saber onde pisava e enquanto caminhava me questionava o porquê ia dessa forma.
A fascinação dominava a minha mente entrando em êxtase, me envolvendo cada vez mais ao admirar minha obra.
Me fazendo sorrir com perfeições que eram absurdas aos simples olhos humanos,
Mas como poderia abrir mão do que me era sutilmente belo?
Nesse caminho tudo se encaixava exatamente da forma como planejava.
O ódio dava lugar ao amor, em meio a tudo a paz me envolvia.
A melodia da música clássica inspirava cada ação, cada gesto, cada toque.
Meu olhar ganhava vida, me preenchia, me completava.
O risco dava a adrenalina necessária para prosseguir.
O poder em minhas mãos, o quebra-cabeça sendo montado.
A cada olhar clínico escolhia a peça certa, fazia-me Deus nesse momento.
Eu sabia que eu não o era, mas o fato de manuseá-las, era algo sublime.
No final tudo se encaixava, corria conforme o planejado.
Havia encontrado o meu eu, e não havia nada mais magnifico que isso.
Estava compondo minha obra prima.
Os olhos ao redor não me entendiam, me observavam, porém deles eu nada esperava.
A cada dia via a minha superioridade elevando-se diante a incompetência da mente humana.
Esse mundo não era o meu lugar, minha obra tornava-se o motivo da minha existência.
E farei tudo o que for necessário para eternizá-la.



A Mente de Uma Serial Killer
(Autoria: Aline Marques, 
Co- edição: Kátia Tanasovichi)

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