Deverá ser meu intrépido coração,
Pulsando na esperança de que o sangue não derrame a verdade,
Verdade a qual tenta me corromper,
Verdade que trás a blasfêmia aos meus sentimentos.
A vaidade se tornou um cálice bebidos aos montes.
E por mais que eu tente atravessar o dia e almeje um esboço de um sorriso,
Meu coração é triste, desolado, sozinho por fim.
A minha busca é só, dela não provém a ganância da pura luxuria.
E a noite me condena, por a transformar no meu dia,
Tão escura quanto a minha alma é no fundo.
Tão vazia quanto o que preenche meu coração.
E vaidade não será minha camuflagem e por essa verdade lutarei até o fim.
Enquanto minha espada não ceder,
Enquanto as minhas vertentes pulsarem,
Não tente entender um coração solitário,
O amor é só a idealização do que nunca foi real.
Paixões sempre foram moldes falhos do amor.
Os desejos movem marionetes,
Tolos desejos espontâneos, inexpressívos e primários.
Por fim lapidar meu pensamento se torna mais eloqüente.
Olhar para o mundo, uma contemplação totalmente decepcionante.
Assim espero o dia chegar para que eu possa repousar.
Há tantas mentiras que prefiro não enxergar,
Há tantas verdades que é melhor não contar.
O calor do meu sentimento ainda aquece a minha mente,
E isso há que ser o suficiente para a explicação da existência.
Ou ao menos um bom motivo para sentir, seja o que for.
Para trazer de volta a parte humana que ainda existe em mim.
Aline Marques

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