Hunger - Florence + The Machine

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Where is my mind?

A minha sorte de hoje deu: "Tentar e errar, mas não desistir de tentar".
E isso me deu um sentido mais complexo de calma e perseverança.


Há dias em que não compreendemos o que se passa com nós mesmos, nada faz muito sentido, a nossa vida em si não faz sentido; é como acordar e olhar ao redor, olhar pra tudo e é simplesmente como se nada fosse mágico, ou importante ou tivesse um grande significado.
São só coisas que estão em seu lugar ou não, pessoas que falam com você ou não e tudo é tão real, tudo aquilo que você queria ser você nunca se tornou, tudo aquilo que você queria ter você nunca teve e aonde você queria estar você não está, então nesse momento você percebe que está tudo errado, só que ao invés da revolta ou tristeza, vem uma espécie de conformismo solitário depressivo.
É como jogarem tomates em você e ao invés de xinga-los ou chorar você simplesmente olha e fala "É, estão jogando tomate em mim". e sai andando.
Não tem muito sentido nisso, definitivamente não tem.
E aí sempre tem alguém insensível o suficiente para te dizer que os seus problemas não são tão grandes assim e que você tem que parar de ser a vítima, além da falta de sensibilidade em compreender o que você sente, essas pessoas ainda tentam te transformar em alguém insensível consigo mesmo.
E isso é algo tão injusto, cadê aquela pessoa que vai te pegar no colo e vai fazer você se sentir grande?
Ela não existe!
Então a solução é sorrir e acenar, ao menos acenar e fingir que você é uma espécie de robô.
E então nesse momento surge uma revolta, uma revolta tão grande ao observar todos os rodeios que eu faço para chegar onde eu quero.
Milhares de empecilhos, justificativas plausíveis que só servem como desculpas e uma grande covardia.
Eu observo minha vida indo embora de uma forma tão sem sentido,
Eu me vejo dentro de um globo correndo para encontrar a saída que não existe, com a bela desculpa de saber o que está fazendo e de que sabe onde vai chegar.
Só que tudo isso não passam de baboseiras, porque eu não sei o que eu estou fazendo, eu não sei onde vou chegar e da forma que vou chegar.
Eu só tenho pretensões que nem sei se ao menos serão reais.
E então eu olho ao meu redor e odeio a pessoa que me tornei, odeio a pessoa inútil que eu sou no momento, eu sou a pessoa mais inútil do mundo.
E então me odeio.
Me odeio por ser aquela que ao invés de me levar pra frente, continuo me arrastando para trás.
Eu sou a minha própria corrente me prendendo a não evoluir.
Tantos dilemas, desculpas, dramas, dores e de que eles me servem?
Então nesses dias de insanidade meio exposta tudo é questionado e tudo parece possível.
Então porque seguir os planos que traçamos só para demorarmos mais para chegar onde queremos?
Eu ODEIO esperar!
EU odeio todos esses rodeios que dou em minha vida, porque eu não sou essa pessoa fraca e que não sabe o que quer, essa não sou eu, eu não sou essa pessoa tão frágil e tão desligada e tão burra e que desiste facilmente das coisas que realmente quer, essa não sou eu.
E porque diabos eu pareço ser exatamente esse tipo de pessoa?
Por que eu me acomodo nessa forma de vida?
Como um verme eu me torno, porque uma coisa é sermos do jeito que somos, outra coisa é tentar todo o tempo ser menos o possível.
E então eu não quero ninguém ao meu redor, ninguém a quem eu vá me importar.
Eu quero que todos me odeiem, e então começo o massacre.
Só que eu não percebo que a unica pessoa que atinjo sou eu mesma.
Eu tento afastar pessoas no momento em que mais preciso delas.
Nenhuma delas vai adivinhar que quando faço algo geralmente eu desejo o contrário.
Isso é um pouco insano.
E um desespero enorme surge, então eu não sei o que fazer, eu só sei que tudo me incomoda, tudo me chateia, tudo é ruim.
E então eu não quero mais nada, não quero mais nada, eu não quero mais ser eu, não quero mais ser ninguém, porque ser alguém dói de verdade.
Então eu estive quebrada por toda a minha vida, só que eu não pude perceber, porque estar em pedaços era normal para mim?
Não sei, sinceramente não sei.
Nada me empolga e eu só quero dormir.
Não quero piedade, não quero compaixão, não quero nada, seja lá de quem for.
E então eu desejo por vários segundos que essa vida não fosse minha.
Não pelas pessoas ou coisas quem estão nela.
Mas por quem eu sou nela.
Por quem eu sou, exatamente nesse momento em que escrevo essas palavras.


No fim eu não passo de um pequeno fio frágil, tentando ser um cabo de aço.
O silêncio não provoca desastres.
Então talvez, eu necessite um pouco de silêncio agora.

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