Parece que a minha vida é feita de dias comuns.
Então caio em um dilema profundo, continuar lutando com o que possuo ou desistir de tudo e me reinventar?
Confesso que a ideia do novo me atrai muito mais do que a ideia de robô a qual eu sigo fielmente.
Qual das duas Alines estaria certa?
Qual delas estaria errada?
Uma vez feito não pode ser desfeito.
Idiotas decisões irreversiveis. As odeio com a minha vida.
Tão tolas quanto eu.
Então me vejo de frente a outro dilema, eu estou tentando encontrar algo ou me encontrar?
A incerteza do mundo me assusta mais que tudo.
Quando eu era apenas uma criança, os adultos eram tão certos, decididos, havia o certo o errado, o que podia o que não podia, os adultos normais e os anormais.
E agora que eu cresci, eu olho de perto e o que eu vejo são pessoas fracassadas em algum aspecto da vida.
Com elas, com os outros, com seu trabalho, seus filhos, seus sonhos, seus objetivos, seus gênios, seus demônios.
Eu vejo esse mar de incerteza e ele me assusta.
Porque eu preciso de algo que eu possa apalpar, eu preciso de algo em que eu possa me segurar, eu preciso de algo certo.
Algo que o tempo não seja capaz de levar e que nunca mude.
As pessoas são tão instáveis...
E essa instabilidade abala meu mundo, condena quem eu sou.

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