Urban Stranger - Urban Strangers
Olhando ao redor eu vejo muitas opções, muitas saídas.
Eu sinto um pouco de tudo,
Eu sinto muito de tudo.
Minha mente se acalma,
Por um momento tudo está bem,
Eu vejo a plenitude,
Tudo está se encaminhando,
Tudo está indo em seu ritmo,
O rio está fluindo,
Mas eu estou aqui encarando a parede,
Contemplando o nada,
Contemplando esse vazio perceptível que existe dentro de mim.
Eu deveria me sentir feliz,
Mas tudo o que eu sinto é esse desespero brando,
É quase como se nada preenchesse minha alma,
Como se todas as coisas que quero, que desejo não significassem muito.
A vida me desespera,
A realidade me paralisa.
Eu sei disso,
Sempre foi assim.
Eu fujo como uma louca da minha própria mente, porque a realidade é que não sei como lidar comigo mesma.
Eu busco minha indentidade ao mesmo tempo em que fujo dela.
Eu não sei ser feliz, eu nem sei se é a felicidade que eu busco ou se é o nada.
O nada que contemplo agora.
O nada que sinto agora enquanto olho para a parede nesse ambiente vazio na minha vida vazia.
Sinto um desespero brando, esse desejo inconsequente e insano de rasgar minhas veias e observar os meus pulsos sangrarem, não é o desejo da morte, não é depresão, não sei o que é, só sei que não são essas coisas.
Ambições contraditórias dentro de mim.
O desejo de não sentir, não ser, mas também de pertencer, ainda que eu não me encaixe, de importar, ainda que eu não importe para mim mesma, de palavras otimistas ainda que elas não me alcancem, de fazer diferença na vida de alguém ainda que ninguém faça diferença na minha.
O pânico sufocante prende a minha garganta e me força a lembrar de como respirar.
O desespero me acompanha nessa dança melancólica entre o tudo e o nada,
Meus sentimentos gritam, entre eles só há caos.
Na minha frente está a parede vazia, o nada e o desconhecido.
Minha mente é levada pelo nada hipnotizante, ignorando ao menos por um momento a minha vida estática e perfeita aos olhos alheios, mas que dentro é vazia, sempre vazia.
Eu não sei o que sentir ou pensar...
Só há o nada.

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