Há dizeres em minha alma muito mais profundos do que eu e a minha vã filosofia possa explicar.
Muito pouco compreendo o rumo do meu coração,
Que se alegra diante das maravilhas da vida que realmente importam,
Que se entristece com tudo o que pode ferir alguém, seja uma pedra de chumbo ou uma farpa no dedo.
Ele grita enquanto tapa os ouvidos para não ouvir o som de agonia que há em minha voz.
Ele faz do tudo o nada e do nada o tudo.
Eu não sei como é o fim do mundo, mas já estive em alguns, nos meus picos emocionais.
Na minha essência o amor transborda trazendo junto a dor que esse amor contém.
Eu não sei amar pela metade, eu não sei gostar um pouquinho,
Não gosto de medidas, para mim sentimentos não existem para serem medidos
E sim para serem sentidos, vividos, expressados e não para serem contidos.
O drama de uma rainha ferve por minhas veias, percorre meu corpo, atinge meu coração.
E da mesma forma como acontece com a rainha, quando o chão me atinge, ele atinge pra valer.
Em momentos de pura alegria, conterá um misto de sentimentos em meu coração,
Felicidade e tristeza, por algo ou alguém que eu perco, que tenho que abrir mão.
Existem coisas que eu nunca vou aceitar na vida, e uma delas é a renuncia.
Embora existam milhares de explicações para sua existência, de forma alguma para mim ela aceitável, tudo aquilo que nos tira algo para mim é inaceitável, seja o tempo, a escolha, a morte, a vida.
Nunca deveríamos ter que escolher entre estar feliz com apenas uma coisa, ou ser feliz com outras coisas, mas ter que abrir mão das que já te fazem feliz, como pessoas.
Tem certas coisas que o coração da gente não pode expressar, ele apenas sente.
E esse sentimento geralmente vale mais do que um dicionário repleto de palavras que se tornam inúteis diante desses momentos.
A gente não fala, a gente sente e espera que nossos olhos sejam capazes de transmitir pelo menos um pouco daquilo que a gente sente e não fala porque não consegue mensurar a sua proporção.

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